Jogos de Fórmula 1 que marcaram a história


Jogos de Fórmula 1 se confundem com a própria história dos games. Como categoria mais popular do automobilismo, a F1 serviu de inspiração para desenvolvedores no mundo inteiro definirem as mecânicas de competição e jogabilidade que conhecemos até hoje como um dos mais populares gêneros do mundo: os jogos de corrida. É claro que este artigo não tem a menor pretensão de falar sobre todos os jogos de Fórmula 1 já lançados, pois isso é tema fácil para um livro exclusivo sobre o assunto, o privilégio foi de alguns que ganharam mais destaque. 
F1 2010 (Foto: Divulgação)F1 2010 (Foto: Divulgação)
Na pré-história… 
F1, da Namco, foi o sinal verde da categoria no mundo interativo. Lançado em 1976, o game contava com um gabinete com volante, ao estilo Night Driver, o primeiro jogo de corrida da história, lançado pela Atari apenas alguns meses antes. O título ficou eternizado em uma cena do clássico filme de terror Despertar dos Mortos (1978), de George A. Romero. 
No final da década das discotecas – e dos zumbis –, a Sega resolveu entrar na corrida comMonaco GP para arcades e, honrando a tradição do grande prêmio monegasco cravou seu nome para sempre na história dos games de Fórmula 1 (e de corrida). O game recebeu uma sequência, Pro Monaco GP, foi portado para o SG-1000 nos anos 80, um console antigo daSega que serviria de base para o popular Master System

O rei de Mônaco 
O grande momento da série seria o saudoso Super Monaco GP, lançado para o Arcade eMega Drive, que traziam um sistema de pilotagem robusto, visual bem acabado, um modo carreira memorável e, o melhor de tudo: a visão interna do cockpit.
Como o game não era licenciado, todos os nomes de pilotos, equipes, motores e grandes prêmios era genérico, como A. Picos (provável equivalente de Nelson Piquet) e o imbatível G. Ceara (Ayrton Senna), que é contratado por uma das equipes durante a temporada e se torna o rival a ser batido. Fazer isso é tão difícil, que diversos tutoriais na internet oferecem estratégias para vencer o maior de todos. 

O “maior de todos”, que também atende pelo nome de Ayrton Senna, fatalmente se tornou o protagonista, garoto-propaganda e consultor da Sega na sequência do game de corrida, lançada para os consoles da empresa em 1992. Ayrton Senna’s Super Monaco GP II contava com pistas mais reais e foi um dos trunfos dos anos 90, a melhor e mais variada década no lançamento de jogos de Fórmula 1, com títulos que carregavam nomes de pilotos como Nigel Mansell, Michael Andretti e, até os japoneses Satoru Nakajima e Aguri Suzuki.
Mas o grande lançamento baseado no circo mundial naquela década não tinha o nome de nenhum piloto e sim do programador britânico Geoff Crammond.
Tênue linha entre realidade e simulação 
F1GP (Foto: Divulgação)F1GP (Foto: Divulgação)
World Circuit Formula One Grand Prix (F1GP) trazia a temporada completa de 1992 licenciada, com pilotos, circuitos, equipes e motores oficiais. O grande trunfo do título, porém, era o perfeccionismo de Crammond, um bacharel em física obcecado em trazer o realismo e os detalhes da F1 para as telas do PC. Estava dada a largada a disputa de simuladores da categoria que, até hoje, regem os principais jogos do circo daFormula 1
O jogo da extinta MicroProse gerou spin-offs estilo manager de F1 e sequências, inclusive, o melhor jogo da categoria em todos os tempos – ao menos na opinião deste humilde autor que vos fala – pertence a série: Grand Prix 2 (GP2), baseado na temporada de 1994, marcada pelos acidentes que vitimaram Ayrton Senna e Roland Ratzenberger em Ímola. GP3 (2002) eGP4 (2004) fecharam a série, ao menos por enquanto, contando inclusive com atualizações anuais em cada nova temporada da Formula 1
A devoção à série Gran Prix é tão grande que já é possível jogar com Sebastian Vettel em GP4 (Foto: Divulgação)A devoção à série Gran Prix é tão grande que já é possível jogar com Sebastian Vettel em GP4 (Foto: Alpha Simuladores Net )
Duelo de gigantes 
A década de 90 também marcou a disputa entre Nintendo 64 e PlayStation pela supremacia e o coração dos jogadores. O duelo também foi para as pistas e ambos os games contaram com seus títulos exclusivos de F1.  
Formula One World Championship (Foto: Divulgação)Formula One World Championship (Divulgação)
No console da Nintendo dois cartuchos baseados na categoria foram especiais: F1 Pole Position, um título estilão arcade e não-licenciado que testava a potência dos 64-bits, e F-1 World Grand Prix, primando pela simulação e que usou tão bem a licença daFOA (Formula One Administration), FOCA (Formula One Constructors’ Association) eFISA (Fédération Internationale du Sport Automobile), que usava até a mesma identidade visual das transmissões para aumentar o realismo. 
Já o sistema da Sony contava com a série Formula One, produzido pela Psygnosis. A preocupação não se focava somente na simulação da temporada completa, mas oferecia modos mais arcade nos games da série, para quem só estava a fim de curtir a sensação de pilotar um carro de F1, sem atenção à mecânica e ao rendimento técnico dos bólidos.  
A desenvolvedora britânica se saiu tão bem que foi incorporada pela Sony, virou SCE Studio Liverpool, e continuou trabalhando em jogos de F1 para a família PlayStation inclusive na época em que a fabricante japonesa detinha os direitos exclusivos da categoria. 
Retorno às origens 
Papyrus sempre foi uma produtora tradicional em jogos de corrida para PC (IndyCar RacingNascar Racing), mas nunca havia se aventurado em categorias do automobilismo fora dos EUA. Sua estréia, porém, certamente cravou o nome da empresa na história da F1 com Grand Prix Legends. Como o nome sugere, o game não era simplesmente baseado na categoria, mas em uma temporada clássica dela, 1967. 
Naquele ano disputaram o campeonato pilotos lendários como Jim Clark, Jack Brabham, Graham Hill, Jochen Rindt e Jacky Ickx. O jogo permitia, além de dividir as pistas históricas de Mônaco, Nurbugring, Silverstone e outras, pilotar clássicos das equipes Lotus, Ferrari e BRM. Enfim, tudo estava lá, nos mínimos e simulados detalhes, o que significa que controlar um dos carros era tarefa para poucos e bravos pilotos virtuais.  
Grand Prix Legends é uma reconstituição da temporada de 1967, uma das mais perigosas da história (Foto: Divulgação)Grand Prix Legends é uma reconstituição da temporada de 1967, uma das mais perigosas da história (Foto: Divulgação)
Até hoje Grand Prix Legends é cultuado pelo mundo, com atualizações, novas variações de pistas e fãs apaixonados. Infelizmente a falência da Papyrus deixou só a esperança de novos games trazendo outras temporadas clássicas, como 1989, por exemplo… 
Fim do multiplataforma 
Na virada do milênio, a EA era a maior desenvolvedora do mundo e, nunca tinha dado muita atenção a jogos de F1 até então. Em 1999 a empresa adquiriu as licenças necessárias e entrou no circo com F1 2000, um dos raros jogos da categoria lançados antes da temporada começar.  
Este foi o primeiro de uma série de games da EA Sports baseado na categoria, os próximos foram F1 Manager, F1 Championship Season 2000, F1 2001F1 2002 e F1 Challenge 99-02, este último incluía um modo carreira robusto, com testes de equipes, salários e glamour dos circuitos, o que acabou se tornando um padrão nos futuros títulos da Fórmula 1
F1 Challenge possui mods e atualizações pela internet e até campeonatos virtuais, como o realizado pela Liga Brasil de Fórmula 1 (Foto: Zerox3)F1 Challenge possui mods e atualizações pela internet e até campeonatos virtuais, como o realizado pela Liga Brasil de Fórmula 1 (Foto: Zerox3)
Esses foram os últimos games oficiais multiplataforma da F1, antes da exclusividade da Sony, que perdurou entre 2003 e 2007, resultando em seis lançamentos para PlayStation 2 e 3, além do PSP. Os jogos eram competentes, mas falhas na Inteligência Artificial (IA) comprometiam o realismo e geravam situações inusitadas, como é possível conferir no video abaixo. De qualquer forma, a década foi marcada pelo completo domínio dos simuladores baseados na categoria. 
Realismo extremo
 A busca por simular as emoções e dificuldades da vida de um piloto sempre foi uma veia vital da Codemasters em jogos de corrida. Quem jogou as séries Colin McRae, Dirt, TOCA Touring Car e Grid já conhece o perfeccionismo da produtora britânica. Quando assumiu as rédeas da licença da Fórmula 1, em 2008, todo o conhecimento aplicado a carros de rali e GT, além da famosa engine EGO para produzir os jogos mais realistas baseados na categoria. 
F1 2009 foi o primeiro da leva e marcou o retorno da competição automobilística mais famosa do mundo ao multiplataforma, sendo lançado para Nintendo Wii e PSP. Claro que, devido a capacidade gráfica de ambas as plataformas o jogo ainda não serviu para mostrar o potencial da desenvolvedora. Mas o lançamento de F1 2010 para PC, PS3 Xbox 360 foi o suficiente para fazer os fãs do automobilismo e dos simuladores de corrida esquecerem completamente os títulos do passado. E é provável que os jogos devem ser cada vez melhores, é só conferir o vídeo abaixo para entender! 

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